Resposta rápida
A primeira sessão é uma conversa para vocês se conhecerem. O psicólogo pergunta o que trouxe você, como isso afeta o seu dia a dia e um pouco da sua história. Vocês também fazem os combinados: duração e frequência das sessões, faltas, honorários e formato. E ele explica como funciona o sigilo. Você não precisa chegar com um discurso pronto nem com um diagnóstico. E não precisa sair com tudo resolvido: a compreensão do que você vive e o plano de trabalho se formam ao longo das primeiras sessões.
Este texto segue a ordem em que as dúvidas costumam aparecer. Começa pelo nervosismo de antes, passa pelo que acontece no encontro e pelos combinados, e traz uma lista de perguntas para levar. Depois vêm os casos da sessão online e com adolescentes, e o que fazer nas semanas seguintes.
Ir direto para: Antes de chegar · O que acontece · Combinados · Sigilo · O que perguntar · Online · Adolescentes · Depois da primeira sessão · Dúvidas frequentes
Antes de chegar: você não precisa de um roteiro
A primeira sessão não precisa vir com um roteiro. Procurar um psicólogo pela primeira vez pode trazer curiosidade, insegurança e muitas perguntas. Um serviço de terapia do sistema público britânico, o Serviço Nacional de Saúde (NHS), afirma: é completamente normal ficar nervoso antes do primeiro atendimento.
Também não é necessário preparar um discurso, organizar toda a sua história ou saber explicar com precisão o que está sentindo. Você não precisa ter uma ideia clara do que está errado. Dar sentido ao que você vive é parte do trabalho que vocês vão fazer juntos.
Imagine alguém que se senta, respira fundo e diz: “Não sei por onde começar”. Essa frase já é um começo. Conduzir a conversa faz parte do trabalho do psicólogo. A Associação Americana de Psicologia (APA) lembra que, no primeiro encontro, quem mais faz perguntas costuma ser ele.
Se ajudar, algumas ideias simples para o dia. Elas vêm da prática clínica, e não de estudos:
- Comece pelo que está mais presente hoje. Pode ser algo da semana, uma cobrança consigo mesmo que não dá trégua ou a sensação de nunca ser suficiente.
- Diga que ainda não sabe por onde começar, se for o caso. Ou diga que está nervoso. Isso também é assunto da sessão.
- Anote duas ou três coisas antes, se tiver receio de esquecer ou de travar na hora.
- Respeite o seu ritmo. Você não precisa contar tudo de uma vez nem começar pelo que dói mais.
- Silêncio é permitido. Pausas fazem parte da conversa.
A Mind, organização britânica de saúde mental, reforça: você não precisa falar do que ainda não está pronto para falar.
Hesitar antes de marcar também é comum. Pesquisas da Organização Mundial da Saúde (OMS) em vários países perguntaram por que as pessoas não buscavam tratamento. Entre quem sentia precisar de ajuda, o motivo mais citado foi querer resolver sozinho. Se a sua dúvida ainda é se o seu caso “justifica” terapia, leia Preciso estar no meu limite para procurar terapia?
Com o nervosismo acolhido, vale saber como o encontro costuma se desenrolar.
O que acontece na primeira sessão
O primeiro encontro pode ter nomes diferentes: entrevista inicial, acolhimento, avaliação. A função, segundo a Mind, é a mesma. Vocês se conhecem, alinham expectativas, começam a construir confiança e veem se há sintonia para trabalharem juntos.
Na maior parte do tempo, você fala e o psicólogo escuta e pergunta, respeitando o seu ritmo. As perguntas variam com a pessoa e com a forma de trabalho de cada profissional. Costumam passar pelo que motivou a busca agora e desde quando isso acontece. Também por como isso afeta o trabalho, os estudos e as relações, e por sono, apetite e saúde física. Ele pode perguntar sobre a sua história de vida e de família, tratamentos anteriores e com quem você pode contar. Se você usa algum remédio, conte. O psicólogo não receita remédio, mas essa informação faz parte do cuidado.
Em algum momento, ele pode perguntar se você já pensou em se machucar ou em não querer viver. Num serviço público de saúde britânico, por exemplo, essa pergunta faz parte da avaliação de todas as pessoas. É rotina de cuidado, e não sinal de alarme nem julgamento. Se esses pensamentos estão presentes agora, não espere a consulta: veja quando a situação é urgente e ligue para o Centro de Valorização da Vida (CVV), 188.
O primeiro encontro também serve para você conhecer o profissional: como ele trabalha e como será o acompanhamento. Pelo Código de Ética Profissional do Psicólogo, informar sobre o trabalho a ser feito e o seu objetivo é um dever. A terapia é uma parceria: você ajuda a definir os objetivos, pergunta e dá retorno.
A primeira conversa não é promessa de diagnóstico nem de resultado imediato. Você não precisa ter um diagnóstico para começar terapia, lembra o NHS. Segundo a APA, uma visão mais clara do problema e um plano costumam surgir nas primeiras sessões, e não necessariamente na primeira. Testes, quando usados, vêm depois.
Além de falar de você, a primeira sessão serve para combinar como o trabalho vai funcionar.
Os combinados: o contrato da terapia
O que se combina no início é um contrato. A resolução do Conselho Federal de Psicologia (CFP) sobre psicoterapia, a Resolução 13/2022, obriga o psicólogo a estabelecê-lo. Ele pode ser escrito ou verbal, também no atendimento online: não há nada de irregular em não assinar um papel.
Pela resolução, o contrato deixa claros, entre outros pontos, as condições, os objetivos, os honorários, a frequência e o tempo de sessão. Na prática, estes são os assuntos que vale esclarecer logo no começo.
| O que se combina | O que saber |
|---|---|
| Duração da sessão | O CFP não fixa um tempo: o psicólogo o define por critérios técnicos e o informa no combinado. Nos Estados Unidos, a APA cita 45 a 50 minutos como duração típica. |
| Frequência | Também é combinada. As normas do CFP sobre psicoterapia não fixam uma frequência. |
| Faltas, atrasos e desmarcações | A regra é combinada no início e deve ficar clara para você. Se o psicólogo não falar dela, pergunte. |
| Honorários | Pelo Código de Ética, o valor é informado antes do início do trabalho. A qualidade do atendimento não pode depender do valor acordado. |
| Formato | Presencial ou online. No online, o contrato informa quais recursos protegem o sigilo. |
| Objetivos | O que você quer que mude. Eles são construídos juntos e revistos ao longo do processo. |
| Resultados | O contrato deve deixar claro que não é possível prometer resultados. |
| Interrupção | A terapia pode ser interrompida a qualquer momento, e isso também deve constar no combinado. |
| Registro | Os atendimentos precisam ser registrados pelo psicólogo. |
A mesma resolução pede que o psicólogo deixe o Código de Ética à sua disposição, em papel ou em meio digital. E honorários são assunto normal da primeira conversa: perguntar sobre eles não é falta de jeito.
Junto com os combinados, um assunto costuma pesar mais na hora de se abrir: o sigilo.
Sigilo: o que fica entre você e o psicólogo
Muita gente chega com receio de falar porque não sabe para onde vai o que diz. O sigilo é um dever do psicólogo, previsto no Código de Ética, para proteger a sua intimidade. Em regra, o que você conta fica entre vocês.
As exceções são raras e seguem o Código. Valem para casos previstos em lei e para conflitos com os princípios da profissão, como um risco sério à vida ou à integridade de alguém. Mesmo nesses casos, o psicólogo decide buscando o menor prejuízo possível. E compartilha só as informações estritamente necessárias.
O psicólogo também é obrigado a registrar os atendimentos, e esse registro é sigiloso. Se ele usar outro meio de registro ou de observação, você deve ser informado desde o início. Saber como o sigilo funciona no trabalho dele é uma dúvida comum e bem-vinda na primeira sessão.
Essa e outras perguntas cabem numa lista curta, para levar anotada.
O que perguntar na primeira sessão
Você pode fazer perguntas a qualquer momento da terapia, lembra a Mind. Não precisa usar todas as da lista: escolha as que fazem sentido para você. Se esquecer alguma, dá para perguntar na sessão seguinte.
Perguntas para levar à primeira sessão (anote ou guarde no celular)
- Como vão ser as próximas sessões, e qual é o meu papel nelas?
- Quanto tempo dura cada sessão, e com que frequência vamos nos encontrar?
- Como funcionam faltas, atrasos e desmarcações?
- Quais são os honorários e a forma de pagamento?
- O que fica em sigilo, e em que situações ele pode ser quebrado?
- Como você registra as sessões, e quem tem acesso a esse registro?
- Posso falar com você entre as sessões? Por qual canal?
- Como vamos saber se a terapia está ajudando? Quando revemos os objetivos?
Registro no Conselho Regional de Psicologia (CRP), experiência e forma de trabalhar costumam ser conferidos antes, na escolha do profissional. Sobre a pergunta 7: o canal entre sessões não substitui a emergência. Em crise, ligue para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), 192, ou para o CVV, 188.
Se o seu primeiro encontro vai ser por vídeo, algumas perguntas se somam a essas.
Primeira sessão online
No conteúdo, quase nada muda: a conversa e os combinados são os mesmos. Mudam alguns cuidados práticos.
A Resolução 9/2024 do CFP regula o atendimento por meios digitais. Por ela, cabe ao psicólogo avaliar se o online é adequado para cada pessoa e situação. Essa avaliação pode acontecer já no início. Em situações de risco à vida, violência ou emergência, ele pode indicar atendimento presencial ou na rede de saúde da sua cidade.
A mesma resolução pede que o contrato informe quais recursos tecnológicos protegem o sigilo. Também exige que o psicólogo tenha como demonstrar a própria identidade. Você pode pedir que ele informe o nome completo e o número do CRP.
Na prática, combine antes a plataforma e o que fazer se a conexão cair. Escolha um lugar reservado, onde você possa falar sem ser ouvido. Do outro lado, o psicólogo também precisa garantir privacidade. O passo a passo do preparo está em Como se preparar para a terapia por videochamada.
Para algumas pessoas, criar confiança leva mais tempo por vídeo, segundo a Mind. Se continuar difícil, vale conversar sobre isso com o psicólogo e avaliar juntos encontros presenciais, quando for possível.
Perguntas a mais no online: Qual plataforma vamos usar? O que fazemos se a conexão cair? Como o sigilo é protegido nesse formato?
Outro caso com regras próprias é o de quem ainda não tem 18 anos.
Primeira sessão com adolescentes
Pelo Código de Ética, acompanhar uma criança ou um adolescente exige a autorização de pelo menos um responsável. A resolução do CFP sobre psicoterapia é mais específica: essa autorização deve ser por escrito e vir antes do início do acompanhamento.
Por isso, o começo da terapia de um adolescente costuma envolver os responsáveis de algum modo. A resolução prevê que o psicólogo proponha a participação deles. Como isso acontece varia conforme o profissional e a situação: os pais podem participar de uma parte do primeiro encontro, de um encontro separado ou de momentos ao longo do processo.
O que o adolescente conta é sigiloso. Pelo Código de Ética, aos responsáveis se comunica só o estritamente essencial para que se tomem medidas em benefício dele. Os pais não recebem o conteúdo das sessões. Vale combinar isso às claras desde o início, com ele e com os responsáveis.
No online valem as mesmas regras. A resolução sobre atendimento digital inclui a idade entre os pontos que o psicólogo avalia antes de atender a distância.
Perguntas a mais com adolescentes: Como os responsáveis vão participar? O que eles vão ficar sabendo, e o que fica só entre o adolescente e o psicólogo?
Para pais que querem entender os sinais e como ajudar em casa, preparamos um guia sobre ansiedade na adolescência. Para crianças menores, veja quando procurar ajuda para uma criança.
Seja qual for a idade ou o formato, a primeira sessão é só o começo.
Depois da primeira sessão: você não precisa decidir tudo de uma vez
O primeiro encontro pode parecer intenso, observa a Mind. Você pode sair aliviado, cansado ou com dúvidas. Nada disso decide se a terapia vai funcionar.
Interromper a terapia antes do previsto é comum. Uma revisão de 669 estudos com adultos estimou que cerca de 1 em cada 5 para antes do combinado. Os autores recomendam conversar logo no início sobre o papel de cada um, o tempo que o processo deve levar e as preferências da pessoa. Por isso vale dizer o que você espera: o formato, o ritmo, o que quer trabalhar.
O vínculo com o psicólogo leva tempo para se formar: dê algumas sessões e conte a ele como está se sentindo no atendimento. A pesquisa sobre esse vínculo, e sobre o peso das suas preferências, está explicada no guia para escolher um psicólogo. Se ainda assim não houver sintonia, você não é obrigado a continuar, e isso não é um defeito seu: veja quando pensar em trocar de psicólogo.
Para fechar, as dúvidas que mais aparecem nas buscas sobre o primeiro encontro.
Dúvidas frequentes
Quantas sessões vou precisar?
Ninguém pode prometer um número. Pelas regras do CFP, o psicólogo não pode fazer previsões taxativas de resultado, nem no contrato nem na divulgação. O tempo depende do que você busca e de como o processo anda, e os objetivos são revistos ao longo do caminho. Para ansiedade, veja quanto tempo dura o tratamento.
Existe primeira sessão de terapia gratuita?
No atendimento particular, os honorários, inclusive os da primeira sessão, são informados pelo próprio psicólogo antes de começar. Um texto como este não fala em valores: o Código de Ética proíbe usar o preço como forma de propaganda. Se você não pode pagar, há caminhos sem custo ou de custo reduzido. Os principais são a Unidade Básica de Saúde (UBS), porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS), e as clínicas-escola de universidades. Veja onde procurar atendimento gratuito.
Como saber se a terapia está funcionando?
No começo, o mais útil é ter objetivos combinados e revê-los de tempos em tempos. Acompanhar como você está, sessão a sessão, é uma das recomendações da pesquisa sobre desistência.
O que a pesquisa diz, e o que ainda não se sabe
Bem estabelecido: a qualidade do vínculo entre a pessoa e o psicólogo tem ligação moderada com os resultados da terapia. Cerca de 1 em cada 5 adultos interrompe a terapia antes do previsto. No Brasil, as normas do CFP definem o que o contrato deve deixar claro, e o sigilo é dever ético.
Consenso clínico: o primeiro encontro serve para conhecer a pessoa, alinhar expectativas e fazer os combinados. Perguntas sobre segurança fazem parte da avaliação.
Ainda em aberto:
- Não foi localizado estudo específico sobre o medo da primeira sessão ou sobre “não saber o que falar”. As dicas deste texto vêm da prática clínica.
- Não se sabe quantas pessoas desistem logo depois da primeira sessão: os estudos medem a interrupção ao longo de toda a terapia.
- O peso do vínculo é uma associação. Ainda não está claro quanto dele é causa da melhora.
- As orientações sobre o primeiro encontro citadas aqui vêm de organizações dos Estados Unidos e do Reino Unido. No Brasil, as normas do CFP tratam do contrato, mas não trazem um roteiro de primeira sessão.
Onde buscar ajuda
- Emergência: SAMU, 192, Unidade de Pronto Atendimento (UPA) ou pronto-socorro.
- Pensamentos de se machucar ou de não querer viver: CVV, 188: gratuito, sigiloso e 24 horas por telefone. Também há chat em cvv.org.br, em horários definidos. É apoio emocional e não substitui tratamento.
- Sem condições de pagar: UBS ou clínica-escola de universidade. Veja onde procurar um psicólogo, inclusive sem pagar.
- Ainda em dúvida se é hora: Preciso estar no meu limite para procurar terapia? · Sinais de que a ansiedade merece uma avaliação
Quer conversar sobre isso?
Se você quer conversar sobre começar a terapia ou tirar dúvidas sobre como funciona a primeira sessão, Romil atende online, para todo o Brasil, e presencialmente na Paraíba.
Conversar pelo WhatsAppO WhatsApp não é canal de emergência: em crise, ligue 192 ou 188.
Fontes
Normas do Conselho Federal de Psicologia
- Conselho Federal de Psicologia. Código de Ética Profissional do Psicólogo (Resolução CFP 10/2005). https://site.cfp.org.br/wp-content/uploads/2012/07/codigo-de-etica-psicologia.pdf
- Conselho Federal de Psicologia. Resolução CFP 13/2022 (diretrizes para a psicoterapia). https://abmes.org.br/public/arquivos/legislacoes/Resolucao-CFP-013-2022-06-15.pdf · Notícia do CFP: https://site.cfp.org.br/resolucao-sobre-psicoterapia-e-publicada-no-diario-oficial-da-uniao/
- Conselho Federal de Psicologia. Resolução CFP 9/2024 (serviços psicológicos por tecnologias digitais da informação e da comunicação). https://www.normasbrasil.com.br/norma/resolucao-9-2024_462577.html · https://www.legisweb.com.br/legislacao/?id=462577
- Conselho Federal de Psicologia. Resolução CFP 1/2009 (registro documental dos serviços psicológicos). https://www.crpsp.org/uploads/legislacao/1514/x2FGTbFDQCxbeCfLswwYF9gL224qLaq_.pdf · https://www.normasbrasil.com.br/norma/resolucao-1-2009_111535.html
Organizações de psicologia e de saúde
- American Psychological Association. Understanding psychotherapy and how it works (atualizado em 12/12/2023). https://www.apa.org/topics/psychotherapy/understanding
- American Psychological Association. How to choose a psychologist (2019). https://www.apa.org/topics/psychotherapy/choose-therapist
- Mind (Reino Unido). What to expect from therapy and counselling (2025). https://www.mind.org.uk/information-support/drugs-and-treatments/talking-therapy-and-counselling/what-to-expect-from-therapy/
- Mind (Reino Unido). How to get the most out of therapy and counselling (2025). https://www.mind.org.uk/information-support/drugs-and-treatments/talking-therapy-and-counselling/getting-the-most-from-therapy/
- NHS (Reino Unido). Talking therapies (revisado em 05/11/2025). https://www.nhs.uk/mental-health/talking-therapies-medicine-treatments/talking-therapies-and-counselling/nhs-talking-therapies/
- TALKWORKS, Devon Partnership NHS Trust. What happens at your first appointment. https://www.talkworks.dpt.nhs.uk/about-us/what-to-expect-at-your-first-appointment
- Cumbria, Northumberland, Tyne and Wear NHS Foundation Trust. First Step: what will my assessment appointment be like? https://www.cntw.nhs.uk/services/first-step/what-will-my-assessment-appointment-be-like/
Estudos
- Flückiger C, Del Re AC, Wampold BE, Horvath AO. The alliance in adult psychotherapy: a meta-analytic synthesis. Psychotherapy, 2018;55(4):316-340. DOI 10.1037/pst0000172
- Swift JK, Greenberg RP. Premature discontinuation in adult psychotherapy: a meta-analysis. Journal of Consulting and Clinical Psychology, 2012;80(4):547-559. DOI 10.1037/a0028226
- Andrade LH et al. Barriers to mental health treatment: results from the WHO World Mental Health surveys. Psychological Medicine, 2014;44(6):1303-1317. DOI 10.1017/S0033291713001943
