Resposta rápida
Os dois cuidam da saúde mental, de jeitos diferentes. O psicólogo é formado em Psicologia: avalia e faz psicoterapia, mas não receita remédio. O psiquiatra é médico: investiga também causas físicas, diagnostica e pode receitar. Para a maioria das pessoas, qualquer uma das portas serve, porque um profissional encaminha ao outro quando é preciso. Comece por um médico se houver sintomas físicos nunca avaliados ou uso pesado de álcool ou drogas. O mesmo vale se você vê ou ouve coisas que outras pessoas não percebem. Se houver pensamentos de se machucar ou de não querer viver, ligue para o Centro de Valorização da Vida (CVV), 188. Em risco imediato, ligue para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), 192.
Quem pesquisa esse tema costuma ter uma decisão pela frente: marcar com quem? O texto começa pelo que cada profissional faz e por quem receita remédio. Depois, mostra como escolher a primeira porta e o que muda na depressão, no transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) e em outros quadros. No fim, ficam os caminhos práticos, o atestado e títulos como psicanalista e coach.
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O que faz o psicólogo e o que faz o psiquiatra
A diferença começa na formação. O psicólogo cursa Psicologia: pelas diretrizes nacionais, no mínimo cinco anos, com pelo menos um quinto da carga em estágios supervisionados. Para trabalhar, ele precisa estar inscrito no Conselho Regional de Psicologia (CRP). Quem se apresenta como psicólogo sem essa inscrição fica sujeito às penas do exercício ilegal da profissão.
O psiquiatra é médico. Depois da graduação em Medicina, faz três anos de residência em psiquiatria ou obtém o título de especialista por prova. O registro é no Conselho Regional de Medicina (CRM), e a especialidade fica anotada no Registro de Qualificação de Especialista (RQE). Pelas regras do Conselho Federal de Medicina (CFM), quem se anuncia psiquiatra deve informar o CRM e o RQE. Qualquer médico com CRM pode atender questões de saúde mental; o RQE é o que permite se apresentar como especialista.
O dia a dia de cada um também é diferente, e em alguns pontos se cruza. Na tabela, INSS é o Instituto Nacional do Seguro Social.
| Psicólogo | Psiquiatra | |
|---|---|---|
| Formação | Graduação em Psicologia, de no mínimo 5 anos, com estágios supervisionados | Graduação em Medicina e especialização em psiquiatria (residência de 3 anos ou título por prova) |
| Registro | CRP | CRM, com RQE em psiquiatria |
| Diagnóstico | Diagnóstico psicológico, feito por avaliação psicológica | Diagnóstico médico, incluindo a investigação de causas físicas e o pedido de exames |
| Psicoterapia | É o centro do trabalho | Faz parte da formação; alguns psiquiatras atendem em psicoterapia |
| Receita remédio | Não | Sim |
| Atestado | Atestado psicológico | Atestado médico, que é o pedido pelo INSS para benefício |
Sim, o psicólogo pode diagnosticar. O diagnóstico psicológico é função prevista na lei da profissão e nasce de uma avaliação psicológica. O Conselho Federal de Psicologia (CFP) lembra que, em saúde mental, o diagnóstico pode exigir mais de um profissional.
O que o psicólogo não faz é investigar causas físicas: esse é o papel do médico. Segundo o manual médico MSD, nenhum exame consegue confirmar a depressão. Mas exames de sangue ajudam a descartar outras causas. Problemas de tireoide, outras doenças e alguns remédios podem produzir sintomas parecidos com os da depressão. Na ansiedade acontece o mesmo, como mostra o que mais pode causar sintomas de ansiedade. As duas avaliações se completam.
Dessas diferenças, a que mais gera dúvida é a do remédio.
Quem pode receitar remédio
No Brasil, psicólogo não receita remédio; quem receita é o médico. Não existe na lei uma frase única dizendo isso. A regra vem da soma de três pontos:
- a lei do psicólogo não inclui a prescrição entre as suas funções;
- muitos remédios usados em saúde mental são de controle especial, e a receita deles exige médico (ou dentista e veterinário, na área deles);
- o Conselho Regional de Psicologia da Bahia, em material de orientação, afirma que receitar não é permitido ao psicólogo.
Também não é preciso ser psiquiatra para receitar. Clínico geral, médico de família e outros especialistas podem prescrever. No SUS, a linha de cuidado da ansiedade do Ministério da Saúde prevê o tratamento com remédio na própria Unidade Básica de Saúde (UBS). Nesse caso, a equipe da UBS conta com o apoio do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS).
Se você já usa algum remédio, não pare nem mude a dose por conta própria: qualquer mudança é decisão médica. Os remédios usados na ansiedade estão em Tratamento para ansiedade.
O psiquiatra faz terapia?
Pode fazer, porque a psicoterapia faz parte da formação na residência. A matriz oficial da especialidade inclui terapia cognitivo-comportamental (TCC), psicoterapia psicodinâmica e terapias de grupo e de família. Em geral, a consulta psiquiátrica se concentra no diagnóstico e no remédio. Mas há psiquiatras que também atendem em psicoterapia. Se isso importa para você, pergunte ao marcar.
Entendido quem faz o quê, vem a pergunta prática: qual procurar primeiro?
Qual procurar primeiro
Uma ideia muito repetida é que “caso leve vai ao psicólogo, e caso grave vai ao psiquiatra”. As diretrizes clínicas não dividem assim. Na ansiedade, por exemplo, a psicoterapia é tratamento de primeira linha mesmo quando o problema já atrapalha muito a vida. O psiquiatra entra sobretudo pela complexidade e pelos riscos, e não só pela intensidade do sofrimento.
Para a maioria das pessoas, qualquer porta serve, e o mais importante é começar: cada profissional encaminha ao outro quando é preciso.
Ainda assim, algumas situações apontam um ponto de partida mais adequado. A tabela resume as principais, com base nas orientações do Ministério da Saúde, do manual MSD e do Instituto Nacional de Saúde Mental dos Estados Unidos (NIMH). Nela, UPA é a Unidade de Pronto Atendimento, e CAPS AD é o CAPS voltado a álcool e drogas.
| Se o que mais pesa agora é… | Um bom começo |
|---|---|
| Tristeza, ansiedade, estresse, luto ou conflitos nas relações, sem os sinais abaixo | Psicólogo (ou a UBS, pelo SUS) |
| Sintomas físicos nunca avaliados, como palpitação, perda de peso ou cansaço extremo | Médico: clínico, médico de família ou psiquiatra |
| Vontade de avaliar se um remédio ajudaria | Médico (qualquer um pode receitar; o psiquiatra é o especialista) |
| Uso de álcool, calmantes ou outras drogas para dar conta do dia | Médico; se o uso for pesado, também o CAPS AD |
| Períodos de euforia ou agitação muito diferentes do seu jeito habitual, com pouca necessidade de sono | Avaliação médica, de preferência com psiquiatra |
| Ver ou ouvir coisas que outras pessoas não percebem, ou ideias de perseguição muito fixas | Avaliação médica urgente: pronto-socorro ou UPA |
| Pouca ou nenhuma melhora depois de tratamentos adequados | Psiquiatra, sem abandonar a psicoterapia |
| Pensamentos de se machucar ou de não querer viver | CVV, 188; em risco imediato, SAMU, 192, ou pronto-socorro |
Você não precisa saber dar nome a mudanças de humor e energia como essas: é para isso que serve a avaliação. Já ver ou ouvir coisas que outros não percebem e o risco de suicídio são casos de emergência, segundo o Ministério da Saúde.
Imagine alguém que dorme mal há meses, perdeu peso sem querer e sente o coração disparar. Um psicólogo pode acolher essa pessoa, mas o primeiro passo útil é uma consulta médica, para investigar uma causa física. Agora imagine alguém que está triste desde o fim de um relacionamento, mas segue trabalhando e dormindo razoavelmente. Para essa pessoa, começar pelo psicólogo é um caminho adequado.
A resposta também muda um pouco conforme o problema.
Psicólogo ou psiquiatra para ansiedade, depressão, TDAH e uso de substâncias
Ansiedade
Os dois tratam ansiedade. Pense na ansiedade generalizada que já atrapalha muito a vida. Nesse caso, a diretriz britânica do Instituto Nacional de Excelência em Saúde e Cuidados (NICE) dá peso equivalente à psicoterapia e ao remédio. A escolha leva em conta a preferência da pessoa. O que muda em cada situação está em Psicólogo ou psiquiatra para ansiedade?.
Depressão
Na depressão, a diretriz britânica separa os quadros menos graves dos mais graves. Nos menos graves, as primeiras opções que a diretriz lista são, em sua maioria, intervenções psicológicas. O antidepressivo não deve ser oferecido de rotina como primeiro tratamento: só quando a pessoa, bem informada, prefere esse caminho. Nos mais graves, a primeira opção da lista oficial é a TCC individual combinada com antidepressivo. A mesma lista traz alternativas, como só psicoterapia ou só remédio, e a decisão é tomada em conjunto com a pessoa.
A pesquisa ajuda a entender essa ordem. Uma análise de 101 estudos, com quase 12 mil adultos com depressão, comparou os tratamentos. A combinação de psicoterapia e remédio teve cerca de um quarto a mais de chance de boa resposta do que cada um isolado. Psicoterapia sozinha e remédio sozinho tiveram resultados parecidos entre si. A vantagem da combinação apareceu na depressão moderada e na grave. Havia poucos estudos sobre depressão leve, e o acompanhamento foi curto, de até cerca de seis meses.
Na prática, se a depressão já é intensa, vale incluir o médico desde o início, sem abrir mão da psicoterapia. Se houver pensamentos de morte, procure ajuda no mesmo dia (veja Onde buscar ajuda).
TDAH
No TDAH, o diagnóstico é clínico e costuma envolver mais de um profissional. Em geral, participam um médico (psiquiatra, neurologista ou, no caso de crianças, pediatra) e um psicólogo ou neuropsicólogo na avaliação. No caso de crianças e adolescentes, o padrão de qualidade do NICE pede que a avaliação seja feita por um especialista com formação específica em TDAH.
O tratamento também costuma ser combinado. Segundo o NIMH, ele inclui remédio e intervenções psicossociais. Entre elas estão a TCC, a orientação aos pais e o apoio na escola. Se houver remédio, a indicação é médica.
Uso de álcool, calmantes ou outras drogas
Se você tem usado álcool, calmantes ou outras drogas para dar conta do dia, inclua um médico na conversa. O Ministério da Saúde indica cuidado especializado quando o uso é grave, e no SUS os CAPS AD atendem essas situações. O psicólogo pode acompanhar junto, mas a avaliação médica não deve ficar de fora. Se os calmantes foram receitados, não pare por conta própria: converse antes com quem receitou.
Em vários desses casos, a resposta não é “um ou outro”, e sim os dois.
Quando faz sentido ter psicólogo e psiquiatra ao mesmo tempo
O acompanhamento conjunto pode ajudar. Uma análise de 52 estudos, com adultos com depressão ou ansiedade, comparou quem tomava só remédio com quem também fazia psicoterapia. Acrescentar a psicoterapia melhorou o resultado, e o efeito se manteve por até dois anos. A evidência foi mais sólida para depressão, transtorno de pânico e transtorno obsessivo-compulsivo (TOC). Os autores concluem que o remédio sozinho pode não ser o melhor cuidado.
Isso não quer dizer que o ideal seja sempre os dois. No transtorno de pânico, uma revisão de 21 estudos, com cerca de 1.700 pessoas, encontrou vantagem da combinação durante o tratamento. Depois que ele terminava, combinação e psicoterapia sozinha tinham resultados parecidos. A combinação também teve mais desistências por efeitos colaterais. Mais sobre esse quadro em Síndrome do pânico: tratamento.
Em resumo, a combinação tende a ajudar mais na depressão moderada a grave. Em cada caso, a escolha considera o seu quadro, os riscos e a sua preferência.
Quando os dois acompanham, ajuda que conversem entre si, com a sua autorização. A decisão sobre o remédio continua sendo médica.
Definido o profissional, falta saber por qual porta entrar.
Por onde começar: SUS, plano de saúde ou particular
Pelo SUS. A porta de entrada é a UBS, o posto de saúde. O médico de família ou o clínico faz uma primeira avaliação e pode iniciar o tratamento ou encaminhar. As equipes multiprofissionais da atenção primária (eMulti) podem incluir psicólogo e psiquiatra. A oferta e a espera variam de uma cidade para outra.
Pelo CAPS. O CAPS é voltado a quadros graves e persistentes. Há CAPS para crianças e adolescentes (CAPSi) e para álcool e drogas (CAPS AD). Segundo o Ministério da Saúde, o atendimento pode começar por procura própria, sem encaminhamento. Para quadros leves ou moderados, o caminho usual é a UBS. Em crise, qualquer serviço da rede pode atender.
Pelo plano de saúde. Desde agosto de 2022, os planos regulamentados com cobertura ambulatorial não podem limitar as sessões com psicólogo. A regra é da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). A cobertura segue a indicação do médico assistente. Por isso, a operadora costuma pedir um encaminhamento médico para a psicoterapia. Na prática, pelo plano, uma consulta médica pode ser o primeiro passo mesmo quando o objetivo é fazer terapia. Confirme as regras com a sua operadora.
No particular. Tanto o psicólogo quanto o psiquiatra podem ser procurados diretamente, sem encaminhamento.
Sem condições de pagar. Além da UBS, há clínicas-escola de universidades. Veja onde encontrar atendimento gratuito ou de baixo custo.
Como conferir o profissional. No caso do psicólogo, por lei, qualquer pessoa pode pedir para ver a carteira profissional. O passo a passo para conferir o registro no CRP está em Como escolher um psicólogo. No caso do psiquiatra, confira o CRM e o RQE na busca de médicos do CFM.
Outra dúvida prática aparece quando o sofrimento afeta o trabalho.
Psicólogo pode dar atestado?
Pode. O psicólogo emite o atestado psicológico, previsto em resolução do CFP. Ele se baseia num diagnóstico psicológico e pode justificar faltas ou servir para solicitar afastamento. Informar a Classificação Internacional de Doenças (CID) é opcional. O médico, inclusive o psiquiatra, emite o atestado médico.
A diferença pesa quando se trata de benefício do INSS. Para o auxílio por incapacidade temporária, o INSS pede atestado médico, e a página do órgão não menciona documentos de psicólogo. O que vale para faltas e afastamento está em Ansiedade no trabalho: atestado.
Nas buscas, aparecem ainda outros nomes, que nem sempre seguem as mesmas regras.
Psicanalista, terapeuta e coach: o que é profissão regulamentada
Psicólogo e médico são profissões regulamentadas: têm lei, conselho profissional e registro obrigatório. Os títulos abaixo funcionam de outro jeito.
Psicanalista. A Federação Brasileira de Psicanálise (FEBRAPSI) afirma que, no Brasil, a psicanálise “é um ofício, não é uma profissão”. Ela consta da Classificação Brasileira de Ocupações (CBO), mas a CBO reconhece ocupações, sem regulamentá-las. Um psicanalista pode ser psicólogo com CRP, médico com CRM ou ter formação apenas numa instituição psicanalítica. Dizer isso não diminui a psicanálise; ajuda você a perguntar a formação e a conferir o registro, quando existir. Segundo o Conselho Regional de Psicologia da Bahia, quem não é psicólogo não pode exercer atividades privativas do psicólogo. Sem conselho próprio, uma reclamação vai à justiça comum.
Terapeuta ou psicoterapeuta. Hoje, nenhuma lei reserva a psicoterapia a uma profissão. Como resumiu a Agência Senado, “qualquer pessoa pode se apresentar como psicoterapeuta”. Em 8 de setembro de 2026, foi apresentado no Senado o projeto de lei (PL) 5.308/2026. Ele propõe reservar a psicoterapia a psicólogos e a médicos psiquiatras com registro ativo, e deixa a psicanálise fora da regra. Na consulta ao site do Senado em 19 de outubro de 2026, o projeto seguia em tramitação. É uma proposta, ainda não é lei: enquanto não for aprovado, as regras atuais continuam valendo.
Coach. Não é profissão de saúde, e não há conselho profissional nem registro obrigatório. Aqui também vale perguntar a formação.
Se a dúvida agora é escolher entre psicólogos, os critérios estão em Como escolher um psicólogo. Abaixo, as perguntas que mais aparecem nas buscas.
Dúvidas frequentes
Ir ao psiquiatra quer dizer que o caso é grave?
Não. Dá para ir ao psiquiatra só para avaliar se um remédio ajudaria ou para investigar sintomas. E quadros com prejuízo importante também são tratados com psicoterapia.
Preciso de encaminhamento?
Só em alguns caminhos. No particular, não. Pelo plano, a operadora costuma pedir indicação médica para as sessões com psicólogo. Os detalhes de cada porta estão em Por onde começar.
O que a pesquisa diz, e o que ainda não se sabe
Bem estabelecido: psicoterapia e remédio são tratamentos eficazes e, em média, com resultados parecidos na depressão. Na depressão moderada a grave, a combinação dos dois tende a superar cada um isolado. Acrescentar psicoterapia a quem toma remédio melhora os resultados na depressão, no transtorno de pânico e no TOC.
Ainda em aberto:
- Na depressão leve, há poucos estudos comparando a combinação com cada tratamento isolado.
- Na ansiedade, não está claro se a combinação supera a psicoterapia sozinha a longo prazo.
- Os resultados são médias, e muitos estudos acompanham as pessoas por poucos meses.
Onde buscar ajuda
- Emergência: SAMU, 192, UPA ou pronto-socorro.
- Pensamentos de se machucar ou de não querer viver: CVV, 188: gratuito, sigiloso e 24 horas por telefone. Também há chat em cvv.org.br, em horários definidos. É apoio emocional e não substitui tratamento.
- Avaliação e acompanhamento: UBS, psicólogo ou médico. Em quadros graves e persistentes, o CAPS da sua cidade.
- Numa crise de ansiedade agora: quando a crise é emergência.
- Para o primeiro encontro: Primeira sessão de terapia: o que esperar.
Quer conversar sobre isso?
Se você quer conversar sobre começar a terapia, Romil atende online, para todo o Brasil, e presencialmente na Paraíba. Tire suas dúvidas e consulte a disponibilidade de horários.
Conversar pelo WhatsAppO WhatsApp não é canal de emergência: em crise, ligue 192 ou 188.
Fontes
Leis, normas e conselhos profissionais
- Lei 4.119/1962 (profissão de psicólogo), art. 13. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/1950-1969/l4119.htm
- Lei 5.766/1971 (Conselho Federal e Conselhos Regionais de Psicologia). https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l5766.htm
- Conselho Nacional de Educação. Resolução CNE/CES 1, de 11 de outubro de 2023 (diretrizes do curso de Psicologia). Diário Oficial da União: https://www.in.gov.br/web/dou/-/resolucao-cne/ces-n-1-de-11-de-outubro-de-2023-518120795 · MEC: https://www.gov.br/mec/pt-br/cne/pdf/resolucoes-do-cne/ces/2023/rces001_23.pdf · cópia: https://abmes.org.br/arquivos/legislacoes/Resolucao-cne-ces-001-2023-10-11.pdf
- Comissão Nacional de Residência Médica. Resolução CNRM 18, de 6 de julho de 2021 (matriz de competências em Psiquiatria), DOU de 07/07/2021. MEC: https://www.gov.br/mec/pt-br/residencia-medica/crm/2021/resolucao-cnrm-no-18-de-6-de-julho-de-2021-resolucao-cnrm-no-18-de-6-de-julho-de-2021-dou-imprensa-nacional.pdf · cópia institucional: https://portais.univasf.edu.br/coreme/programas-de-residencia-medica/matriz-de-competencias-psiquiatria.pdf
- Conselho Federal de Medicina. Resolução CFM 2.336/2023 (publicidade médica; RQE). https://sistemas.cfm.org.br/normas/arquivos/resolucoes/BR/2023/2336_2023.pdf
- Conselho Federal de Medicina. Busca por médicos (Portal Médico). https://portal.cfm.org.br/busca-medicos/
- Ministério da Saúde. Portaria SVS/MS 344/1998 (medicamentos sob controle especial). Cópia: https://fcfrp.usp.br/wp-content/uploads/sites/528/2024/04/Portaria-344_1998.pdf
- Conselho Federal de Psicologia. CFP vai ao Ministério Público do Trabalho dialogar sobre diagnóstico em saúde mental, 08/09/2023. https://site.cfp.org.br/cfp-vai-ao-ministerio-publico-do-trabalho-dialogar-sobre-diagnostico-em-saude-mental-no-contexto-laboral/
- Conselho Federal de Psicologia. Resolução CFP 6/2019 (documentos psicológicos), comentada. https://site.cfp.org.br/wp-content/uploads/2019/09/Resolu%C3%A7%C3%A3o-CFP-n-06-2019-comentada.pdf
- Conselho Federal de Medicina. Resolução CFM 2.381/2024 (atestados médicos). https://sistemas.cfm.org.br/normas/arquivos/resolucoes/BR/2024/2381_2024.pdf
- Conselho Regional de Psicologia da Bahia (CRP-03). Orientações para a categoria e para a sociedade. https://www.crp03.org.br/wp-content/uploads/2017/10/panfleto-conceitos-psicologia-3.pdf
- Federação Brasileira de Psicanálise (FEBRAPSI). Conselho profissional. https://febrapsi.org/quem-somos/conselho-profissional/
- Agência Senado. Exclusividade para exercício da psicoterapia divide debatedores na CDH, 05/08/2025. https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2025/08/05/exclusividade-para-exercicio-da-psicoterapia-divide-debatedores-na-cdh
- Senado Federal. Projeto de Lei 5.308/2026 (exercício da psicoterapia). https://www25.senado.leg.br/web/atividade/materias/-/materia/175747 · Rádio Senado, 11/09/2026: https://www12.senado.leg.br/radio/1/noticia/2026/09/11/projeto-regulamenta-exercicio-da-psicoterapia
SUS, plano de saúde e previdência
- Ministério da Saúde. Linha de Cuidado da ansiedade, atenção primária: planejamento terapêutico. https://linhasdecuidado.saude.gov.br/portal/ansiedade/unidade-de-atencao-primaria/planejamento-terapeutico/
- Ministério da Saúde. Saúde mental. https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/s/saude-mental
- Ministério da Saúde. Portaria GM/MS 3.088/2011 (Rede de Atenção Psicossocial). https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2011/prt3088_23_12_2011_rep.html
- Ministério da Saúde. Portaria GM/MS 635/2023 (eMulti). https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2023/prt0635_22_05_2023.html
- Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Resolução Normativa 541/2022 (notícia). https://www.gov.br/ans/pt-br/assuntos/noticias/periodo-eleitoral/ans-acaba-com-limites-de-cobertura-de-quatro-categorias-profissionais
- ANS. Parecer Técnico 08/GCITS/GGRAS/DIPRO/2022 (consulta/sessão com psicólogo). https://www.gov.br/ans/pt-br/arquivos/acesso-a-informacao/transparencia-institucional/pareceres-tecnicos-da-ans/2020/PARECER_TCNICO_N_08_2022_CONSULTASESSO_COM_PSICLOGOTERAPEUTA_OCUPACIONAL.pdf
- Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Auxílio por incapacidade temporária. https://www.gov.br/inss/pt-br/direitos-e-deveres/beneficios-por-incapacidade/auxilio-por-incapacidade-temporaria
- Centro de Valorização da Vida (CVV). https://cvv.org.br/
Diretrizes e órgãos de saúde internacionais
- NICE (Reino Unido). Generalised anxiety disorder and panic disorder in adults: management (CG113). https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK552847/
- NICE. Depression in adults: treatment and management (NG222), 2022, recomendação 1.5.3 (depressão menos grave). https://www.nice.org.uk/guidance/ng222/resources/depression-in-adults-treatment-and-management-pdf-66143832307909 · Resumo oficial: Depression in adults: discussing first-line treatments for more severe depression. https://nice.org.uk/guidance/ng222/resources/discussing-firstline-treatments-for-more-severe-depression-pdf-11131007007
- NICE. Padrão de qualidade QS39 (TDAH). Quality statement 1: Confirmation of diagnosis. https://nice.org.uk/guidance/QS39/chapter/quality-statement-1-confirmation-of-diagnosis
- National Institute of Mental Health (NIMH, EUA). Bipolar Disorder (folheto, revisado em 2025). https://www.nimh.nih.gov/health/publications/bipolar-disorder
- National Institute of Mental Health (NIMH, EUA). Attention-Deficit/Hyperactivity Disorder (ADHD) (revisada em agosto de 2026). https://www.nimh.nih.gov/health/topics/attention-deficit-hyperactivity-disorder-adhd
- National Institute of Mental Health (NIMH, EUA). Help for Mental Illnesses (revisada em abril de 2026). https://www.nimh.nih.gov/health/find-help
- Manual MSD, versão para a família. Depressão (Coryell W, 2026). https://www.msdmanuals.com/pt/casa/dist%C3%BArbios-de-sa%C3%BAde-mental/transtornos-do-humor/depress%C3%A3o
Estudos
- Cuijpers P, Noma H, Karyotaki E, Vinkers CH, Cipriani A, Furukawa TA. A network meta-analysis of the effects of psychotherapies, pharmacotherapies and their combination in the treatment of adult depression. World Psychiatry, 2020; 19(1): 92–107. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/31922679/ · Resumo do NIHR: https://evidence.nihr.ac.uk/alert/combined-drug-and-psychological-therapies-may-be-most-effective-for-depression/
- Cuijpers P, Sijbrandij M, Koole SL, Andersson G, Beekman AT, Reynolds CF. Adding psychotherapy to antidepressant medication in depression and anxiety disorders: a meta-analysis. World Psychiatry, 2014; 13(1): 56–67. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/24497254/
- Furukawa TA, Watanabe N, Churchill R. Psychotherapy combined with antidepressants for panic disorder. Revisão sistemática Cochrane, 2007. https://www.cochrane.org/evidence/CD004364_psychotherapy-combined-antidepressants-panic-disorder
